Vanio Coelho

VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Ah, Vandré


Nesses dias de cão, leitor da coluna se dirigia ao escritório no centro. Descendo pela Duarte Schutel, entrou na rua Hoepcke para, dali, pegar a Conselheiro Mafra., mas no entroncamento da Rio Branco-Duarte Schutel-Hoepke, contudo, uma soldado, dirigindo o trânsito pessoalmente, impediu que usasse os 100 metros da Hoepcke, obrigando-o a contornar o Parque da Luz. Tentou ponderar, mas a soldado, ameaçando tirar do bolso o bloco de multas (ainda bem que era um bloco de multas: e se fosse o revólver?) justificou-se que estava ali para cumprir ordens (mesmo as absurdas?). Conformando-se em engrossar o trânsito, desnecessariamente, o leitor não pôde esquecer a música do Geraldo Vandré (Soldados Armados/ Amados ou não) que tantos transtornos lhe trouxe na época: “Nos quarteis lhes ensinam velhas canções/ de lutar pela Pátria/ e morrer sem razão...”.

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