VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Depois de mim, o dilúvio

O Brasil está com o serviço público sucateado. A carência é tamanha que, apesar da maior carga tributária do mundo, o Congresso discute um novo imposto, específico para a saúde. Ao mesmo tempo, esse mesmo Congresso está criando mais 7 mil cargos de vereador. Com um salário médio de R$ 5 mil, verba de gabinete, gasolina, comunicação e "assessores", cada edil vai custar em torno de R$ 50 mil por mês, dívida que se renova (e aumenta) a cada ano.

O pior foi ouvir a justificativa: "Estamos atendendo os anseios da sociedade". Quer dizer que as manifestações públicas dos aposentados, dos policiais, dos professores, não são por melhores estradas, escolas, hospitais, pensões, plano de carreira, salários mais dignos, e sim por mais vereadores?

A rica história francesa conta uma seqüência notável: o rei Luís XIV, que se auto-intitulava Rei Sol, lançou a famosa frase "O Estado sou eu"; seu filho Luís XV cunhou a expressão "Après moi le déluge". E o neto, Luís XVI, foi guilhotinado em 1782.

Já se disse que a história, quando se repete, vem sob a forma de farsa. Havia um ministro nazista (Goebbels) que dizia: "Cada vez que vejo falar em cultura tenho ganas de pegar um revólver!"

Ao ver um Congresso assim, tão afastado do povo, tão predador e tão pouco honesto, não me surpreenderia ver o cidadão comum ter idéia semelhante.

NOTA escrita para coluna Cacau Menezes - Diário Catarinense - Florianópolis/SC


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