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VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

O pequeno príncipe e a raposa

O ano de 2013 não terminou antes que eu ganhasse mais dois prêmios: além de 2.364 novos amigos, fui adotado como pai por dois queridos companheiros, estes bem diferentes dos meus filhos sanguíneos.


Criei meus filhos acreditando no que seria a melhor forma. Investi em sua educação, submeti-os a testes vocacionados, exigi pós-graduação e especialização. Resultado: um é engenheiro florestal que trabalha no IBAMA e opera numa estação de recuperação de animais silvestres, o outro é arquiteto hospitalar e se encontra em Kandahar junto com seus colegas da Cruz Vermelha estudando como diminuir a contaminação hospitalar nos hospitais do Afeganistão e humanização de suas prisões e o terceiro bacharel em direito com especialização em psicologia, ganha seu pão através de um blog do tipo “Quero ser uma pessoa melhor” e palestras com vídeos.


Estes dois queridos amigos estão condenados à fama e à riqueza. Mas, se estudaram latim, não absorveram duas lições dos romanos: TEMPUS FUGIT e CARPEM DIAE. São dois workaholics, com todas as suas consequências, para o bem e para o mal. Ao contrário deles, meus filhos talvez nunca serão famosos e talvez nunca serão ricos, mas, para meu consolo, levam a vida que a maior parte de nós gostaria de levar. Meus filhos têm como hobby o montanhismo, o windsurfe e o surfe, enquanto Baroni e Tetzner vão alegar que “não têm tempo...”.


Quando o Pequeno Príncipe encontrou no deserto uma raposa, esta se sentiu atraída por ele e lembrou: “nós somos responsáveis pela felicidade das pessoas que cativamos; você me cativou agora você é responsável pela minha felicidade”. Assim, para serem aceitos como meus filhos adotivos, Barão e Tetzner devem mudar seus estilos de vida: fama e sucesso fazem bem ao corpo, afagam o ego, mas não deixam levar a vida que queríamos. Para isso releiam, na REVISTA DO TETZNER, meu artigo ANTES QUE SEJA MUITO TARDE, principalmente aquela parte que diz: “Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.

Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho”.


Embora não se possa ignorar a necessidade do ganha-pão diário e as provisões para a velhice, essas são as melhores riquezas: a vida que se levou.


Meu desejo para todos – filhos sanguíneos, adotados, amigos do blog? Carpe Diem!

Tetzner disse: quarta-feira, 01 janeiro, 2014 ás 13:26

Que alegria acordar na manhã de ano novo e ler essa linda declaração de amor de um pai para com seus filhos (sanguíneos e adotivos). Fico muito feliz em saber que os conhecimentos, o carinho e a atenção com que foram criados estejam agora sendo distribuídos mundo afora, através dos nossos irmãos. Esse espaço que nasceu e cresceu sob mesmo zelo, tenta modestamente replicar no mundo virtual, aos milhares de amigos do blog, um pouquinho do carinho e do amparo da nossa família. Uma família de sangue quente, que adora uma boa e saudável discussão, irmãos que se amam e que consomem horas em produtivos debates, trazendo luz aos pontos cegos de nosso conhecimento. Sempre sob a tutela do paizão que hora repreende, hora interage e hora se cala pois sabe que certas coisas só o tempo vai ensinar; mas nunca se abstém. Te agradeço de coração por toda ajuda, amparo e conselhos, pelas madrugadas de debates e pelo precioso tempo que compartilha conosco. Prometo que em 2014 também vou seguir os seus conselhos e desde já me engajar em atividades extra curriculares (rsrsrs) para poder aproveitar melhor o dia, já que o tempo não pára!

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