VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

O preço da democracia 

Está nas folhas desta semana: Floripa paga o quarto maior IPTU do Brasil, com R$ 167,34 por habitante. Tire os isentos, os inadimplentes, os clandestinos e descarregue R$ 66.397.752,67 sobre aqueles que pagam. Se questionado, o Prefeito (aliás, Dário Berger não tem nada a ver com isso, não foi ele que recadastrou a cidade) diria que, em compensação, o manezinho não tem poluição (mas também não tem passeios ou ciclovia nos bairros do Norte, tem pedintes nos sinais e até trânsito engarrafado, além de fanfarras às 7 horas da manhã na Beira-Mar), não necessita ainda de viadutos e os serviços públicos (recolhimento de lixo, embelezamento das vias públicas, creches e saúde) estão entre os melhores do país. Também nas folhas que, já ganhando cada um 12,800 mil reais 14 vezes por ano, auxilio aluguel de 3 mil, 4 passagens áreas mensais, direito a contratar 35 funcionários mais uma verba de representação de 35 mil mensais, nossos 513 deputados correm o risco e “sofrerem” um aumento de 37%, igualando-se aos Ministros do Supremo Tribunal Federal.


Mas isso não é tudo: como atrás da “isonomia” só não vai quem é louco ou já morreu, temos os Senadores, os 14 mil servidores do Congresso, os Deputados Estaduais, os Vereadores, os Prefeitos, os Secretários de Estado, os Desembargadores, os Juízes, os Delegados de Policia. Esqueci alguém? Rui Barbosa já alertava que “A pior democracia é preferível à melhor das Ditaduras” (Cartas de Inglaterra). Mas nessa antevéspera de mudar ou manter o Presidente da República, o olhar atento e crítico do (e)leitor deve estar com toda a adrenalina liberada. Afinal, cada real que se gasta com salário é o exato real que se retira dos hospitais, das escolas, das rodovias, da segurança. A mídia do Duda fez o “Lula Light”; mas parece que aquela mídia que “sonhou o sonho errado” vai desfazer o mesmo Lula. Convencidos de que “quanto mais se mexe mais fica a mesma coisa”, os multiplicadores de opinião começam a cobrar. Esgotados os 9 meses de carência pedidos pelo Lula, está faltando desde capa para passaporte e gasolina para os veículos da polícia federal. Quem ainda acredita em “grandes obras”, tempos de prosperidade e 10 milhões de novos empregos? Como diz aquele bordão: “Onde é que eu errei”?

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