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VANIO COELHO

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Pescando ilusões


O ex-presidente Fernando Collor orgulha-se de ter sido absolvido de todas as acusações no STF. Como em política todo mundo esquece, vamos lá: uma denúncia de Pedro Collor de que PC Farias, uma obscura figura ligada aos políticos alagoanos no poder, estava amealhando dinheiro para uma caixa 2 que enriqueceria a trupe. Na CPI que se seguiu, um motorista deu a pista do dinheiro, informando bancos, contas fantasmas, transporte de moeda em sacos de supermercado etc. Descobriu-se então que Collor gastara 2 e meio milhões de dólares apenas para a reforma de sua residência em Brasília, a Casa da Dinda. Collor indignou-se com a acusação, disse ser uma infâmia acusá-lo de não pagar as próprias despesas e disse que as reformas foram feitas mediante um empréstimo de cinco milhões de dólares no Uruguai. Collor, que nunca trabalhou na vida, até hoje não explicou se pagou ou como pagou esse “empréstimo”.


Agora a Nação respira aliviada ao ver o comportamento do STF com relação aos porões do PT, acatando por unanimidade a acusação contra 40 mensaleiros, políticos que só votam os projetos de interesse da Nação se houver um “pf” (por fora). Seus nomes são mais que conhecidos, o principal o ex-guerrilheiro José Dirceu, ex todo poderoso Chefe da Casa Civil de Lula.


Tendo o STF aceitado a denúncia, começa a fase de provas e posterior julgamento, podendo alguns casos terminarem em absolvição outros em condenação, o tempo vai esclarecer.


Mas retomar a esperança de um Brasil melhor, ou ao menos um pouco menos ruim, é pescar ilusões. A Nação nem se absorveu direito o que houve em Brasília e as folhas já noticiam que aquele assassinato que matou com diversos tiros um jovem, vai continuar Promotor Público, vai continuar respondendo em liberdade e vai continuar recebendo 10 mil reais. Pior, decidiu o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo que Thales F. Schoedl vai ser julgado por seus pares e não pelo Tribunal do Júri, como se seu crime tivesse sido por motivo profissional (por exemplo, alguém anteriormente acusado por ele) e não um covarde e fútil assassinato de fim de noite. O País não sabe se ri ou se chora.

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