VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Como viver de renda

Existe alguma aplicação financeira de de renda mensal sem diminuir o patrimônio?


Ainda existem aplicações financeiras que, descontadas a inflação de 5%, taxa de administração de 2% mais o IR, ainda sobre algo para acumular patrimônio ou mesmo melhorar seu padrão de vida? Os gerentes de banco — e alguns colunistas de economia — vão falar de ações, CDBs, tesouro direto, poupança e letras imobiliárias. Mas todas essas aplicações trazem consigo um câncer que corrói, no transcorrer do tempo, seu poder aquisitivo: a inflação.


Uma pouco conhecida aplicação existe e já reina como rainha: os fundos imobiliários. Recentemente o Banco do Brasil fez um desses lançamentos e, oferecendo a cada cliente, surgiram reservas de R$ 15 bilhões para apenas R$ 1,5 bilhão, isto é 10 vezes mais interessados.


Os FII já contam com mais de 90 mil aplicadores e concentram mais de R$ 100 bilhões aplicados em mais de 50 fundos, controlados pela CVM. É um investimento seguro, geralmente constituído por imóveis locados a grandes empresas e com retorno inicial em torno de 9% ao ano, além de serem isentos de imposto de renda. A cota se valoriza pela demanda e pela valorização do imóvel, mantendo o poder aquisitivo de seu investimento ao longo dos anos.


Em outras palavras: cem mil reais aplicados num CDB e que hoje compra um carro importado, você consumindo o rendimento mensal daqui há 10 anos seu CDB compra no máximo um carro usado. Se você aplica os mesmos R$ 100 mil num fundo imobiliário e consumindo mensalmente o rendimento, daqui há 10 anos você ainda vai poder comprar aquele carro importado, eis que o poder aquisitivo de sua aplicação em FII foi mantido graças à valorização da cota ou do imóvel.


O produto é pouco conhecido porque os gerentes não o recomendam já que os bancos não têm interesse, pois a administração é feita por instituição constituída pelo próprio fundo. Até os colunistas de economia só agora estão chamando a atenção de seus leitores para essa nova modalidade. E bota novidade nisso: o BB lançou fundo de R$ 1,5 bilhão; a CEF de R$ 400 milhões; o Santander de R$ 450 milhões; o Pactual de R$ 1,4 bilhão e assim por diante: existem no momento uns cinco fundos em aberto (IPO)


Não é possível neste curto espaço dar mais detalhes nem é intuito fazer clientes. Por isso recomendo obter mais informações na Bovespa e em alguns blogs especializados.


Este artigo foi enviado primeiro à REVISTA PETROS que o recusou sem se dar à educação de justificar-se.

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