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VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Eu sou cigarra

Você conhece a fábula da cigarra e da formiga: esfomeada e com frio, pediu ajuda à diligente formiga, que perguntou: “O que você fez no verão? “Eu cantei! “Vous chantiez? Et bien, dansez maintenant! Bom, então por que me identifico com a cigarra? O que vocês conhecem da fábula é uma lição de moral: há que se preparar para o inverno, para superar os tropeços que a vida coloca em nosso caminho. Mas nem por isso vamos deixar de cantar e dançar. Afinal, as cigarras são insetos que passam a maior parte da vida sob a terra. Assim que nascem - eclodindo de ovos postos em galhos de árvores - caem no solo e entram na terra. No subsolo, buscam raízes de árvores, nas quais se fixam para sugar a seiva. Depois de passar cerca de um ano nestas condições, estes insetos amadurecem e deixam a terra para concluir seu ciclo vital para entrar na fase adulta, que dura apenas alguns dias. Nenhum de nós pode se furtar de relaxar, de se divertir com a família, de comparecer ao happy hour semanal com os amigos. Neste exato momento temos um grande amigo, o Sotijolo, se divertindo no... Camboja. Temos também aquele querido amigo Mochileiro, o Soul Surfer, que nos mostra pedaços encantadores da América Latina, em suas folgas entre o trabalho como Procurador e analista não profissional de investimentos. Tenho um filho que procura conhecer os lugares mais distantes do mundo – Machu Pichu no Peru, Rio Ganges na Índia, mamadas de elefantes em Moçambique, Katmandu no Nepal, enquanto põe em risco sua segurança no Iêmen, no Sudão, no Afeganistão. Eu mesmo ainda não abandonei os projetos de conhecer as vinícolas da região do Beaujolais, onde no meu tempo de estagiário e Lyon me convidaram para participar da colheita da uva, em troca de uma paga em dinheiro mais 2 litros semanais de Beaujolais. Ou de conhecer os ursos grizzlys no Canadá.


A Bíblia diz que é uma bênção de Deus aproveitar os frutos de nosso trabalho, o que inclui divertir-se: “Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus...” (Ec 2. 24).


A diversão faz muito bem para a saúde, é uma ótima forma de fazer amigos, de aliviar a tensão do dia a dia, além de ser uma ótima oportunidade de testemunhar do amor de Deus para as pessoas. A diversão deve fazer parte da nossa rotina. Devemos programar esses momentos e investir neles. Precisamos arrumar tempo para diversão com a família, com os amigos, com os irmãos na fé. E se divertir no trabalho?

Por que as pessoas têm a impressão de que diversão e trabalho não podem andar juntos? O que há de errado em ver o tempo passar voando no trabalho ou, ao negociar um novo projeto, não ver a hora de poder realmente trabalhar e criar novas soluções para o desafio apresentado? Será mesmo que ficar de cara fechada o dia inteiro, sentado numa mesa com a cabeça no monitor um bom sinal de produtividade? Serão ambientes completamente estéreis, sem alma ou vida, melhores para o rendimento dos trabalhadores por estarem livres de distrações? Eu tenho certeza que não. (Diversão Luís Alt)


Um líder mais espirituoso, uma equipe mais entrosada, um ambiente menos sisudo. Esses três itens ajudam a deixar o clima no trabalho menos tenso, deixam os profissionais mais leves e felizes e aumentam a produtividade e o desempenho deles. Embora não seja aceita em muitos ambientes de trabalho, a diversão só traz benefícios.


“O ambiente descontraído é sadio e motivador e pode, sim, aumentar a produtividade dos profissionais”, afirma a gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vanessa Novais. “Um local mais divertido aumenta a criatividade”, diz.


Não importa o que estiver fazendo, nem a natureza do seu trabalho, é sempre possível encontrar uma forma de colocar prazer e leveza nele.


Tudo o que você se sente obrigado a fazer adquire um peso. É como se você não tivesse escolha. Entretanto, não dá para viver sem compromissos, sem cumprir tarefas que o levarão a alcançar objetivos e a progredir na vida.


A chave é transformar tarefas e obrigações em escolhas e diversão. Esse é o segredo das pessoas bem sucedidas, que amam o que fazem. Muitas delas, contaram que aprenderam a amar aquilo que fazem, descobrindo nas dificuldades a motivação para ir além.

Mas o que divertir-se?


Pode-se chamar diversão a qualquer atividade agradável que serve de descanso por não ser obrigatória e interromper o trabalho habitual. Divertir-se um pouco é bom e necessário pois o homem necessita de algum descanso para reparar as forças físicas e mentais.


A diversão é o principal da vida? Não, não. Isto converteria as vidas e as pessoas em inúteis.


E o homem não é um ser inútil, mas há grandes ideais que se podem tentar. A diversão não

deve ser o fim principal da vida, mas sim algo conveniente para outra.


Para que serve a diversão? Com a diversão pode-se pretender:


- Respeito consigo próprio: Descansar, aliviar a fadiga do coração e da

mente para depois trabalhar melhor. Melhorar a formação. Desenvolver alguma habilidade. o Respeito para os demais: Prestar-lhes um serviço diferente do habitual.


- Estabelecer novas amizades ou mantê-las. o Respeito com Deus: procurar uma maior proximidade com um trato mais relaxado sem as preocupações habituais. O álcool, sexo e drogas divertem? Não são nada divertidos. Proporcionam prazeres ou travam o uso da razão mas, assim, o homem não descansa e, como alimenta o egoísmo, piora o seu coração.


É melhor trabalhar ou divertir-se? As duas coisas são boas e necessárias, cada uma no seu momento. Nas crianças pequenas, a diversão e as brincadeiras ocupam maior espaço. Ao crescer em maturidade, o homem capta a maior importância do trabalho. Pelo contrário, pensar apenas em divertir-se dificulta a formação da personalidade.


A diversão faz o homem feliz? Há três casos:

- A diversão racional: descansa o homem e contribui para a felicidade. o A diversão em exclusivo: não torna o homem feliz pois falta-lhe o equilíbrio do trabalho. O coração humano necessita de desenvolver os seus talentos e servir os outros. o As falsas diversões (álcool, sexo, drogas...) nem descansam nem divertem, mas diminuem a dignidade da pessoa.


Na juventude, a diversão é o mais importante? A diversão não é o mais importante em nenhum momento da vida, tal como o descanso. Mais importante são o trabalho, o estudo, a oração, a cultura, o serviço aos outros... A diversão e o descanso só são necessários para depois aproveitar melhor o tempo.


Mas, se alguém não se diverte enquanto é jovem, desaproveita a vida? O que perde é alguns momentos de diversão. Por seu lado, se se dedica principalmente à diversão, perderá horas de trabalho, de oração, de serviço... Terá que escolher prioridades.


Brincar não é só coisa de humanos. Na natureza, a brincadeira é comum entre os mais variados animais, sejam mamíferos, aves, répteis, até alguns animais invertebrados, como o polvo e a abelha. O fato de a brincadeira ser tão difundida sugere que ela surgiu há muito tempo na história da evolução.


Apesar de associarmos o ato de brincar à simples diversão, se a natureza manteve essa característica ao longo do processo evolutivo das espécies, ela deve também servir a algum propósito vital. Cientistas estão descobrindo que quando seu filho está brincando, ele está fazendo algo crucial para a sua vida, pois a brincadeira auxilia no desenvolvimento dos cérebros das crianças.


Nos últimos cinqüenta anos, o tempo que as crianças passam brincando livremente tem diminuído cada vez mais, e isso está impedindo-as de se transformar em adultos confiantes


*Este trabalho reproduz algumas citações recolhidas na internet e nem sempre identificam seus verdadeiros autores.

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