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VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Quebrando a banca

No meu tempo ginasiano se comentava que só havia duas maneiras de ficar rico: nascer em família rica ou casar com família rica.


Bom, como em Tubarão as duas opções eram difíceis, quase impossíveis, o caminho era procurar um atalho: descobrir algo que pudesse trazer logo a tão sonhada riqueza, não precisava ser muita, mas suficiente para uma vida confortável.


Tentei muitas coisas (além de um emprego razoável mais uma carreira de dedicação) como comprar um terreno prevendo futura valorização, leilão de imóveis, mercado bursátil (jogo não, nunca entrei nessa).


Lembro-me do boom dos anos 1970 em que as pessoas comuns eram seduzidas para comprar ações, quando uma ação da Willys Overland custava o equivalente a uma garrafa de cerveja: e agora, bebo mais uma ou compro mais ação?


Comprei ouro, comprei prata, tentei comprar e vender carros usados, mas não conseguia ir muito longe.


Na verdade, foi no trabalho (como advogado, já aposentado da Petrobras) que alcancei a segurança da velhice. Mas onde aplicar o dinheiro de tal forma que além de não se deteriorar, eu possa recorrer sem diminuir o patrimônio?


É lógico que foram os fundos imobiliários.


Outras pessoas, com mais informação, ou mais recursos, ou os dois, terão outras opções. Eu mesmo, antes de me jogar em FII numa época em que não havia informações, cheguei a contatar um “personal investidor” com quem, para o bem (ou para o mal) não deu certo.


Aos poucos, pesquisando, garimpando, lendo, pedindo conselhos, fui montando minha carteira, agora com 17 fundos, me dando um retorno de 12, 12%, mas com 18,53% em ativos quase tóxicos (SPTW, XTED, CEOC, PRSV, THRA), podendo gerar algum prejuízo, embora amenizado pela gorda renda mensal.


Como a eterna vigilância é o preço da tranquilidade, olho todos os dias a situação de minha carteira e acesso nosso blog, os jornais FOLHA, VALOR E ESTADÃO, além de não ver nenhum óbice em troca de qualquer ativo mesmo entre aqueles que considero sólidos (AGCX, BBPO, SAAG, NSLU, HCRI, HGRE, SDILL, JSRE, BCFF) por serem aplicações em projetos de desenvolvimento ou variedade de imóveis e de inquilinos.


O objetivo já foi explicitado no começo: assegurar uma aposentadoria confortável deixando patrimônio para a família; as ferramentas são o estudo e as consultas; a visão do que é valor é a qualidade intrínseca de um fundo quanto à segurança e o retorno com um balanceamento - ora a segurança, ora o retorno.

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