VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Eternamente Drumond

Alguns versos aqui publicados semana passada foram suficientes para que leitores atentos lembrasse que, vivo, Carlos Drumond de Andrade estaria completando 100 anos. Embora tenha escrito poesia até a antevéspera de sua morte, aos 85 anos (agosto de 1987), seus versos atravessam as gerações, prenhes de beleza e calor humano.


Veja alguns exemplos:


- No caminho tinha uma pedra/ Tinha uma pedra no caminho...

- Quando nasci, um anjo torto/ Desses que vivem na sombra/ Disse: Vai, Carlos! Vai ser gauche na vida...

- E agora, José?/ A festa acabou/ A luz apagou/ O povo sumiu/ A noite esfriou/ E agora, José?

- Mundo vasto, vasto mundo/ Se eu me chamasse Raimundo/ Seria uma rima/ Mas não uma solução. / Mundo, mundo, vasto mundo/ Mais vasto que me coração.

- João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.


Se alguém consegue produzir poesia melhor que se apresente pois este seu criado, humildemente, se cala para ouvir quando surge pena melhor.

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Eis que surge o vento sul. Ataca por todos os lados, é frio, é grudento, é a prova de casaco, de lareira e de conhaque.

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