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VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Discos Voadores

Eis que o Brasil também ingressa na era dos UFO’S (Unidentified Flying Object) , aqui chamados de OVNI’S (Objeto Voador Não Identificado). Já temos nossa testemunha ocular, daquelas que ninguém pode taxar de maluca, exibicionista, mitômana, bêbada, fanática, crente etc. Trata-se do piloto de um Boeing, portanto avião sofisticado que exige elevados conhecimentos técnicos e equilíbrio emocional. Com 26 anos de voo, o Comandante Brito, da VASP, não temeu a reação que lhe seria contrária e violenta que certamente viria a seguir e declarou com todas as letras: Eu vi um OVNI. Vamos reconstituir: o aparelho fazia a voo 169 numa rota normal, de Fortaleza para o Rio e, próximo a Belo Horizonte, viu alguma coisa luminosa do lado de fora, à sua esquerda. Em contato com o rastreamento terrestre (potentes e modernos radares do Centro de Integração Aérea do Ministério da Aeronáutica, que esquadrilham minuciosamente o espaço aéreo do quadrante Rio - Belo Horizonte - Brasília - São Paulo - CINDACTA), foi informado que, realmente, havia registro no terminal vídeo, há cerca 8 milhas (13 km).


Ouvindo a conversa, duas outras aeronaves confirmam o incidente: um aparelho da Transbrasil e outro das Aerolíneas Argentinas. Passageiros a bordo do aparelho da VASP são convidados a olhar o fenômeno, através da cabine do comandante. Um deles faz uma foto, que a Folha de São Paulo publica. Com tantos depoimentos e uma velocidade razoável, visto e registrado, o Comandante Brito não hesita: não é fenômeno, É OBJETO. Como não aceitou comunicação via rádio em português e inglês, nem sinais musicais e luminosos, tratar-se-ia, é claro, de objeto voador não identificado, um OVNI brasileiro. Dias depois a água fria: na Aeronáutica, nega-se qualquer registro anormal (poderia tratar-se de defeito no aparelho).


No Observatório Nacional, o astrônomo Ronaldo Rogério lembra mais os efeitos dos raios solares em posição oblíqua ao avião, com ajuda de uma nuvem passageira (nesse caso o fenômeno não duraria os 60 minutos registrados). Dos Estados Unidos uma informação definitiva: trata-se do planeta Vênus. De minha parte continuo duvidando dos discos voadores, embora possa aceitar que exista vida em outras galáxias. Registre-se que, mesmo tendo passado tantos anos, nunca houve qualquer tentativa de contato com a comunidade científica, a mais apta a dialogar com eles. É do cientista brasileiro César Lattes a seguinte declaração textual: “Se houvesse vida inteligente em alguma outra parte de nosso universo a probabilidade é que eles teriam começado muito antes de nossa vida. Então o progresso técnico seria tão grande que os engenhos por eles produzidos não poderiam sequer ser imaginados por nós. Os discos voadores, tal como são descritos, apresentam características simples demais para virem de outra galáxia”.


Já os antropólogos juram que, com apenas 3 dedos em cada mão jamais um E.T. poderia evoluir a ponto de construir naves, muito menos espaciais. Alguns dizem que não há contato porque somos muito inferiores. Mas por acaso o Homem não procura estabelecer diálogo com os golfinhos, os macacos, os cães, os bichos? Explicam também que, para eles, o tempo não é medido pelos nossos parâmetros, que não há dia, horas e tempo. Assim, três décadas poderiam ser três dias e eles não teriam ainda concluído os estudos para o contato imediato terceiro grau. Bom, para quem quer acreditar, sempre haverá explicações...


Jornal O RENOVADOR-Laguna- março/1982.)

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