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VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Eu cresci, o caminho perdi

A vida sempre nos alerta sobre a chegada do imponderável. Ninguém alcança a maturidade sem ter nas rugas do tempo cicatrizes que não desaparecem. Cresci e vivi nesta linda cidade não apenas os anos da inocência e os anos dourados, mas também os bons momentos presentes. Afinal, como já cantou Frank (My Way) Sinatra, se chorei, também sorri. E se o Velho Olhos Azuis o disse, quem sou eu para esconder que, se joguei, também ganhei?

Este comentário vem a propósito dos novos caminhos do Diário Catarinense, que, ao disponibilizar a opinião de seus bloguistas, talvez mal tenha avaliado a intensidade dessa interação. Elogio e crítica é no ato, na hora, 24 horas por dia, e lidos por todo o público.

Mas apesar do lindo título, Cacau se apressa a corrigir: cresci, sim, mas não perdi o bom norte: continuo o mesmo moleque de sempre e não me desfiz das amizades, mesmo aquelas que foram ficando pelo caminho. Nunca traí minhas origens e, se puder, não contribuo para o choro de ninguém.

Por isso que, ao contrário da Conceição, que, querendo subir acabou descendo, ninguém acuse este seu humilde criado de ter mudado no badalar do tempo. Se não vivi a imensidão, também não guardo lembranças mal resolvidas, embora sempre haja um amor perdido a quem nos remetem Augusto César e Sidney da Conceição no seu lindo Os Amantes: "Ah, se eu pudesse te abraçar agora /Poder parar o tempo nessa hora/Pra nunca mais eu ver você partir..."


NOTA escrita para coluna Cacau Menezes - Diário Catarinense - Florianópolis/SC

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