VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Noblesse oblige

O Superior Tribunal Eleitoral declarou que os mandatos do legislativo (deputados federais e estaduais) pertencem ao Partido que recebeu os votos e não aos deputados que assumiram graças à legenda (nas eleições majoritárias, vence quem tem mais votos; nas proporcionais, cada partido faz tantos deputados quantos forem a legenda, isto é, o número de votantes pelas vagas existentes, algo assim como 170 mil votos para federal e 75 mil para a estadual. Isto é, cada partido terá tantos deputados federais quantas cotas de 170 mil votos receber: se recebe 340 mil, terá 2 deputados, se recebe 160 mil não terá nenhum deputado).


Ocorre que, depois de eleito, o deputado migra de um partido para outro, às vezes em busca de espaço para se candidatar a cargo de prefeito ou governador, às vezes por incompatibilidade e, em alguns casos, por mera pecúnia. Isso faz com que Partidos “engordem” artificialmente (como o PR, ex PL, que recebeu 18 deputados) enquanto outros (PFL, PPS e PSDB perderam 23). Agora esses políticos correm o risco de perderem o mandato.


Em Santa Catarina temos 3 deputados (Djalma Berger e Nelson Goetten, no federal e Odete de Jesus, no estadual). O que lhes reserva o destino? Assumirão o nobre gesto da renúncia? O retorno ao velho ninho? Vitória no “tapetão”? Fala-se muito em “traição” e “desrespeito” ao eleitor. Sem entrar em juízo de valor, Cacau lembra, e só porque hoje é domingo, os versinhos do velho Drumond: João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

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