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VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

O tempora! O mores!

E só porque hoje é domingo vamos evocar Cícero (Que tempos! Que modos!) para entender porque, no meio a mensalões, receber sem trabalhar e tentar ser mais experto, como vai caminhando nossa juventude, futura elite política, social e executiva do País. Veja o querido leitor como se “desconvidou” um paraninfo nesta época de formaturas:

“Exmo. Prof. Rubens A. de Oliveira. Nós, da comissão de formatura de Administração, Turismo e Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, de Santa Catarina, vimos comunicá-lo de uma situação que nos deixa muito constrangidos e frustrados. Há alguns meses, ao homenageá-lo como patrono, foi abordada a possibilidade de auxílio para amenizar os custos de formatura. Hoje fomos informados que o auxílio repassado seria de R$ 1.000,00, que entendemos esteja dentro das suas atuais possibilidades financeiras. Mas a maioria decidiu que seria mais justo homenagear a pessoa que se propôs a fazer a maior contribuição para com os formandos (carta sintetizada dos formandos)”.


“Prezados acadêmicos, vocês não devem se sentir constrangidos. Frustrados, sim. Constrangidos, nunca! Quem sabe este constrangimento não se trata de vergonha! Ou de falta de caráter! Ou ainda falta de ética! Entendo que estou “desconvidado” para ser patrono. Jamais imaginei que formandos convidassem e “desconvidassem” patronos por dinheiro! Meus queridos ex-futuros afilhados: Eu é que me sinto constrangido. Decepcionado. Surpreso. Triste, porque vejo que não consegui, após quatro anos de curso superior, mudar os valores de alguns alunos da Estácio. Isto é, fui “eleito” pelos formandos somente porque iria dar dinheiro para a formatura” (parte sintetizada da resposta).

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