VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Remando no vento

A Bolívia, não tem? Abriu uma guerra contra o Chile e perdeu a saída do mar. Enfrentou o Brasil numa batalha no meio do nada e perdeu o Acre. Agora resolveu abrir nova guerra. Primeiro expulsa a siderúrgica do filho de um ex-ministro. Como era negócio particular e nem no Brasil aceitaríamos aquela fábrica, não reagimos. Nacionalizou suas jazidas de petróleo e gás e, como já fizemos o mesmo, não reagimos. Expropriou a Petrobrás e, como é uma empresa pública com ações em bolsa, (ainda) não reagimos. Evo Morales anuncia que nada pagará à Petrobrás, ao tempo que manda mil famílias brasileiras que vivem na fronteira a fazer suas malas. Não é tarde para reagir? O leitor se lembra dos versos de Eduardo Alves (“No caminho com Maiakovski”): Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer mais nada! Essa frente que governa o Brasil, - PT e PMDB sobretudo - parece remar no vento: pensa que controla o norte mas navega ao sabor do vento. Que tal reagirmos, por exemplo, devolvendo à Bolívia os cerca de cem mil bolivianos que vivem no país ilegalmente?

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