VANIO COELHO

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  • Vanio Coelho

Uma morte anunciada



A morte de Fidel Castro já foi divulgada dezenas de vezes. Seus inimigos em Miami vivem espalhando pelo mundo doenças imaginárias, atentados frustrados, morte guardada em segredo... Desta vez, no entanto, seu destino parece igual àquele do nosso saudoso Tancredo Neves: uma diverticulite, uma operação mal sucedida, uma infecção generalizada. Termina aí a comparação entre os dois estadistas. A grande questão, a mais explorada é: quantas pessoas, em Cuba, foram levadas ao “paredón” pelos “Tribunais Revolucionários” nesses 46 anos de Fidel e sua Revolução? Segundo divulgação da revista VEJA, em maio de 2003, em editorial, a Revolução Cubana teria fuzilado 18 mil pessoas. . Em carta aqui publicada no DC, professor da UFSC amplia esse numero para 83.500, o que daria o fantástico número de sete fuzilamentos por dia útil, nos últimos 46 anos.


Curioso, o jornalista carioca Nei Srouleivich foi às pesquisas e concluiu: “Em 1988 a Comissão de Direitos Humanos, com sede em Genebra, deslocou-se para Cuba, por solicitação de Fidel Castro, que havia sido acusado, pelos norte-americanos, de matar e torturar presos comuns e políticos. Conclusão da comissão que passou 30 dias na Ilha: os únicos fuzilamentos até aquela data eram dos que foram punidos pelos tribunais Revolucionários, que funcionaram de 1959 a 1965 e que mandaram para o paredão 204 torturadores e assassinos”.


Como se vê, são estatísticas para todos os gostos. Mas, com certeza, números mais precisos virão â luz após a morte do amado e odiado ditador.

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